ESTUPRO EM FLORIANÓPOLIS
E, segundo as mensagens, com requintes de crueldade, como se o estupro em si só já não fosse algo por demais cruel (segundo as mensagens, houve, inclusive, a utilização de um controle remoto de TV).
Ainda segundo essas mensagens, que estão divulgadas em vários blogs da região, o “líder” da história é filho de um dos dirigentes proprietários do maior conglomerado de mídia do sul do país, o que por si só explica o fato da mídia não estar divulgando.
Inicialmente pensei tratar-se de mais uma das “lendas urbanas” da internet, criadas por desocupados e criminosos com o único objetivo de causar transtornos e polêmicas.
Infelizmente parece que realmente ocorreu: em um shopping da cidade, próximo da principal avenida de Florianópolis.
Ao que parece, os meninos e a menina, ex-namorada do “líder”, se encontraram no shopping. Depois se dirigiram à casa da mãe do tal, nas imediações, onde o fato ocorreu.
A história em si está em: http://www.tijoladasdomosquito.com.br/, o “Blog do Mosquito”, bastante conhecido em nossa região.
Amigos, o fato em si é lamentável.
Principalmente porque sabemos de outros casos graves que ocorreram em nossa região envolvendo indivíduos de famílias importantes em nossa sociedade e que não foram devidamente apurados e punidos.
A justiça muitas vezes é relativa, embora muitos nobres e honestos indivíduos do judiciário não concordem. É que nós, mortais comuns, sempre esperamos que a justiça faça justiça. E como em qualquer segmento da sociedade, também no judiciário, existem indivíduos sem escrúpulos, ficamos decepcionados com o que vemos e ouvimos.
Será que algum parlamentar vez alguma declaração sobre o fato, muitos deles que vivem atrás de factóides para se promoverem na mídia?Porém, que não se cometa injustiças. Talvez os mais velhos ainda se lembrem da Escola de Base, em São Paulo, nos anos oitenta!
E outra coisa: as mensagens falam que os envolvidos são alunos do Colégio Catarinense, tendo, inclusive, sido postada uma carta apócrifa de “mães de alunos do Catarinense”, tecendo críticas e acusações ao colégio em função do acontecido.
Não sei da intenção dessas “mães”, porém os envolvidos não são alunos do colégio.
Não tenho nenhum vínculo com o Catarinense, além do afetivo. Como ex-aluno e ex-professor desta instituição, lamento que se tente aproveitar de fato tão lamentável para denegrir a imagem do mesmo.
Claro que desde sempre estudaram no Catarinense alguns “malas” da sociedade. Mas as lembranças que trago de lá são maravilhosas. E eu era aluno-bolsista, pertencente à uma classe econômica muito baixa. E nunca me senti discriminado pela direção, professores, funcionários e maioria absoluta dos colegas.
Além do que, um fato terrível como esse é de responsabilidade das FAMÍLIAS, não da ESCOLA.
Infelizmente a instituição família está em desuso e espera-se que a escola EDUQUE o indivíduo. Não é por aí!
Como educador percebo cada vez mais que as coisas estão ficando complicadas, em função da extinção da instituição família. E não estou falando de famílias de pais separados, pois existem pais separados (não é o meu caso) que convivem muito mais e melhor com os filhos do que pais que vivem juntos. É a extinção dos valores familiares, das noções de certo e errado.
Uma parte significativa de pais e mães são totalmente omissos em relação à educação dos filhos, achando que os valores materiais que proporcionam podem suprimir a falta de amor, de presença em suas vidas, de impor limites e obrigações. E então procuram achar “inimigos comuns” com os filhos, que pode ser a escola, o professor, o amigo ou até mesmo a ex-namorada.
Não posso afirmar que o citado estupro tenha realmente ocorrido, talvez, como já disse, isso seja mais umas das “lendas urbanas” da internet. Porém, se é verdade, tem de ser cobrado. Judicialmente e, também, pela sociedade civil organizada.
Que se proteste pelo fato de que os meios de comunicação não estão divulgando o acontecimento. Embora uma empresa detenha quase um monopólio, existem alternativas de comunicação.
E boas!
O que não se pode fazer é ficar omisso em relação à esse tipo de acontecimento.
Não se pode ficar esperando que a “água bata em nós” para achar que é hora de tentar fazer o barco não afundar.
A sociedade civil organizada tem de reagir.
E as autoridades, como se posicionam? Ficam esperando o que? Por que não divulgam suas ações em relação à situações desse tipo?
Temos de reagir, de uma forma ou de outra, punindo se isso não passar de uma descarada mentira e, evidentemente, punindo se for verdade.
Abraço a todos.

Parabéns, Cebola pela sua reflexão. Você tem toda a razão quando fala da instituição “família” que hoje tem terceirizado a educação dos filhos, delegando á escola aquilo que é de sua responsabilidade. Como professor que sou do Catarinense há 17 anos agradeço sua reflexão serena e consciente.
Trabalho na Pastoral e realizamos vários projetos solidários e de inserção social: visitas a creches, orfanatos, asilos; parceria com a Pastoral da Criança, visitas a comunidades terapêuticas que conscientizam os alunos sobre os malefícios das drogas; o colégio está começando um projeto em Palhoça, o centro Social de Educação e Cultura, que hoje já atende 90 crianças carentes e, quando pronto, atenderá 120; como você sabe, temos também o Ensino Médio Noturno, que atende gratuitamente 400 alunos das comunidades da Grande Fpolis. Isto, infelizmente, não é comentado pela mídia e, talvez, não seja de conhecimento dos que acusam o Catarinense de colégio que trabalha com a elite e forma “delinquentes”. Espero que este fato sirva de reflexão para todos! E que as pessoas sejam mais responsáveis com o uso da comunicação.
Um abraço!
HOJE ESTOU COM 30 ANOS DE IDADE E TENHO ORGULHO DE DIZER QUE ESSE CARA AÍ DE CIMA FOI MEU PROFESSOR NA ÉPOCA DO GERAÇÃO E DEPOIS NO ENERGIA. Ah, se todos pudessem ter esse seu caráter. Professor, a COISA FOI PIOR DO QUE O SENHOR POSSA IMAGINAR, O SR. NÃO FAZ IDÉIA DO QUE JÁ ESTÃO APRONTANDO. “RECOLHERAM AS FILMAGENS DO SHOPPING ONDE OS MALFEITORES MARCARAM DE SE ENCONTRAR COM A VÍTIMA E TAMBÉM “DERAM UM FIM” AS FILMAGENS DO PRÉDIO DO MARGINAL HERDEIRO DA REDE DE TV. ISSO NÃO É NADA PERTO DO QUE JÁ FOI APURADO. NÃO POSSO DAR MAIS DETALHES. SÓ POSSO DIZER QUE COMO “CONSOLO” PELO O QUE O SIROTSKINHO-LIXO FEZ, MANDARAM O RAPAZ PARA A AFRICA DO SUL E DERAM A ELE UM NETBOOK. ACREDITEM…ISSO QUE É PODRIDÃO…COM UMA ATITUDE DESSAS POR PARTE DAS PESSOAS QUE DEVERIAM SERVIR DE EXEMPLO PARA ESSE LIXO-MIRIM, COMO É POSSIVEL E ACEITÁVEL CULPAR COLÉGIOS E PROFESSORES?
Infelizmente não consegui entrar no site indicado para ver a notícia na íntegra. Será que já pagaram pra alguém tirá-lo da Web? Não seria de se estranhar…
Pois é, gente, a “coisa” é muito feia.
Sinto muito pelos envolvidos, mais pela menina e sua família, evidentemente. Tenho filhos, inclusive uma filhinha de 14 anos, e penso na tragédia ocorrida. Também fico triste pelos meninos e suas famílias. Por mais dinheiro que tenham e por mais inconseqüentes que possam ser (não os conheço), a cicatriz vai ficar para sempre. Talvez daqui há trinta anos esses meninos tenham filhos, ou filhas. Como será que vão reagir ao saber desse acontecimento?
É aquele velho ditado: “aqui se faz, …. “
Tomara que a menina e sua família consigam superar, levar a vida adiante. Com dignidade!
E que sirva de alerta aos pais. Como bem disse o Sinésio em comentário anterior, por favor não “terceirizem a educação de seus filhos”. A escola participa do processo, mas não é a responsável pelo mesmo.
E acima de tudo, a criança, o adolescente e o jovem precisam de EXEMPLOS!
Educação é um processo muito amplo que envolve família e escola principalmente porém outros meios fazem parte dela.
Falam em controle remoto de TV durante o ato. De onde os rapazes tiraram a idéia? Na internet encontramos exemplos diversos. Quantas famílias almoçam programas policiais e jantam o Jornal Nacional?
Nós somos responsáveis pelo que deixamos entrar nas nossas casas, podemos cobrar dos veículos de mídia e do governo horários específicos para exibição de tais programas, podemos exigir também, que em horários familiares só sejam veiculados programas cabíveis. Podemos desligar os aparelhos de TV e gravar os programas se quisermos assisti-los.
30 anos atrás as famílias não permitiriam que os jovens fossem a casa de ninguém sem avisar, onde a menina tirou o exemplo? Se tivesse avisado, será que alguma coisa teria sido diferente? Infelizmente creio que não já que ela estava com o namorado pessoa conhecida pela família.
Na verdade todos somos responsáveis pela educação de nossas crianças, e falo nossas crianças em sentido mais amplo que o âmbito familiar. Tudo o que falamos e fazemos na presença delas e relevante. Ironia é pensar que o fato tenha ocorrido com membros de uma família que lida diretamente com o crime e com a mídia. Que a falta de reflexão a respeito da conseqüência do que transmitem em pró de seus lucros tenha provocado tal acontecimento no seio de suas famílias.
Em uma capital provinciana como Florianópolis alguém pode “abafar” alguma coisa? Será que se tivessem tratado o fato como um crime comum a repercussão teria tido um tempo mais curto? Há pouco tempo descobriram que três jovens também da alta sociedade de Floripa se encontravam em um sítio para lutar até alguém cair desacordado, estavam perto de matarem-se.Quanto tempo isso ficou no ar?
Onde estão os bons exemplos da nossa sociedade? Por que a mídia não se detém neles? Por que nós não os divulgamos? Por que não os provocamos com a ajuda das nossas crianças? Será que é porque não dá ibope?
Correção: Onde postei “uma família que lida diretamente com o crime e com a mídia” leiam “famílias que profissionalmente lidam diretamente com o combate ao crime e com a mídia”.
A POPULAÇAO DE FLORIANOPOLIS ESTA INDIGNADA COM ESTE CASO DE ESTUPRO QUE ENVOLVEU FILHOS
DE PAPAIZINHOS, DA CLASSE ALTA.
NAO CONSIGO ENTENDER POR QUE ESSES MENORES OU RESPONSAVEIS AINDA NAO FORAM PUNIDOS…??!!!!!
PELO JEITO ESTA DIFICIL DE APLICAR A JUSTIÇA, SÓ PORQUE UM DELES É FILHO DE UM DOS
CABEÇA DA RBS E OUTRO FILHO DE UM DELEGADO!!! *(GRANDES MERDAS) …(ISSO TEM QUE ACABAR)
NAO SÃO MAIS DO QUE NINGUEM ..
UM DIA VAO MORRER E FEDER DO MESMO JEITO QUE QUALQUER SER HUMANO. (A JUSTIÇA FOI FEITA
PARA TODOS) E É PRECISO QUE SEJA APLICADA , INDEPENDENTE DA CLASSE SOCIAL,
DA COR , CARGO OU PROFISSAO INFERRIOR OU SUPERIOR.
ESTAMOS TODOS ABALADOS E UNIDOS.
SE A JUSTIÇA NAO FOR FEITA A POPULAÇAO
VAI PARA AS RUAS PEDIR A PUNIÇAO DOS CULPADOS OU FAZER JUSTIÇA COM AS PROPRIAS MAOS.
NO BRASIL A LEI É UMA PIADA.
(SE AS PESSOAS QUE TEM O PODER ,NAO TEM ATITUDE OU NAO CUMPREM AS LEIS,…
ENTAO A POPULAÇAO TOMA ATITUDES E FAZ AS LEIS,
E SE NADA MUDAR OU FOR FEITO( EM TODOS OS SENTIDOS) ,
ASSIM SERÁ SUCESSIVAMENTE PIOR).
Não sei dizer o que é mais indignante nessa história toda. Primeiramente, como mãe, posso dizer que o caso é alarmante, assustador e repugnante. Uma por se tratar de uma menor, “virgem”, e que vai carregar esse enorme “trauma” para a vida toda. Alguns relatos dizem que a menina já tentou suicídio, não dorme, vive com medo, não tem ido à escola. Outra, por se tratarem de 3 contra 1, também menores, de famílias influentes, com poder, e os quais com certeza pensaram que não seriam penalizados por serem filhos de quem são. Outra questão que também revolta bastante é o caso ter sido “abafado” pela emissora com maior audiência, mais poderosa e hegemônica do país. Onde está a democratização da informação? Onde está a justiça que não beneficia classes sociais? Se fosse um favelado, pobre e afro descendente, com certeza já estaria respondendo pelos seus atos.
Por mais que os pais orientem, aconselham, deem bons exemplos, ninguém está livre de ser mais uma vítima. Os adolescentes de hoje confiam em todo mundo, são amigos de mundo, são criados e educados pela tecnologia e por ela são enfeitiçados. De feitiçaria tecnológica, a internet está cheia.
Pais e professores, que não nasceram com o mouse na mão, criticam e só vêem o lado “mal” da internet. Não interagem na linguagem dos nativos digitais e esse fato dificulta ainda mais a educação das novas gerações, que já foram rotuladas de geração copy-cola, geração Y, geração digital.
Felizmente as coisas estão mudando na internet, ainda não existe uma regulamentação ou uma lei maior, afinal ela é um dos meios mais democráticos de acesso à informação. E por ser tão democrático, que muitos estão pagando pelo que dizem ou pelo que fazem na rede. O feitiço está, aos poucos, se virando contra os feiticeiros. Talvez os grandes “monstrinhos” não pensaram que tudo que é postado na rede pode ser revertido contra si mesmo. Uma vez na rede, sempre na rede.
Parabéns ao Mosquito por investigar e denunciar. Esperamos que a justiça seja feita!