Possivelmente você está acompanhando pelo noticiário que estão ocorrendo muitas atividades solares nos dias atuais.

Ocasionalmente ocorre no Sol as chamadas erupções solares, quando surgem protuberâncias com até vários milhares de quilômetros de altura. Nessas ocasiões são emanadas partículas carregadas eletricamente, o chamado vento solar, que chegam até a Terra pela ação do campo magnético terrestre.

A camada mais externa da atmosfera solar, denominada coroa, é constituída por gás, principalmente hidrogênio, e possui temperatura tão elevada que os átomos neutros se dissociam em íons positivos (principalmente prótons) e elétrons.

O vento solar que flui da coroa é um plasma quente constituído por essas partículas, que se espalha até os limites do sistema solar com velocidades entre 300 e 1000 km/s, atingindo inclusive a Terra. A intensidade do vento solar não é constante, aumentando nos períodos de maior atividade solar.

As linhas de campo magnético do vento solar interagem com as linhas do campo magnético terrestre, de tal forma que a energia transportada pelo vento solar atinge a Terra. Ao penetrar na ionosfera (altitude entre 100 e 1000 km), as partículas do vento solar interagem com os muitos elétrons e íons livres lá existentes.

A uma altitude em torno de 100 km, o movimento dessas cargas elétricas produz colisões com os átomos e moléculas da atmosfera, excitando-os e provocando a emissão de luz, que pode ser observada em vários padrões de cores. Além disso, esse fenômeno provoca a emissão raios-x e radiações ultravioletas e infravermelhas.

Essas atividades na superfície do Sol vem se intensificando e poderão provocar, durante este ano de 2012, interferências nas redes e sistemas de comunicação da Terra.

Como o campo magnético terrestre é mais intenso nos pólos, o vento solar que penetra na ionosfera entra principalmente nessas regiões. Por isso, esse fenômeno ocorre principalmente nos pólos e é conhecido como aurora boreal (quando ocorre no Pólo Norte) e aurora austral (quando ocorre no Pólo Sul).

Assim, as auroras boreal e austral são fenômenos corpusculares, que ocorrem com partículas eletrizadas e provocam a emissão de luz e outras radiações eletromagnéticas.

Luzes da aurora austral sobre o Território Antártico Australiano, 11 de março de 2007.
Fonte: http://especiais.ig.com.br/zoom/as-cores-da-aurora-boreal-e-aurora-austral>acesso:12-mar-2012.